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O mais longo estudo já feito sobre o consumo de álcool produz a estatística de que os bebedores vivem mais do que os abstêmios. Isso não é sinal verde da medicina para encher a cara, É um enigma que vai merecer ainda muita pesquisa.
Um mundo ainda sem consenso na literatura médica é a persistência de pesquisas cuja
conclusão é que o álcool ajuda a prolongar a vida. Como isso pode ser verdade, se os efeitos devastadores do álcool no organismo humano são cientificamente comprovados?
Essa controvérsia acaba de alcançar um novo patamar com a publicação do mais longo estudo já realizado sobre o assunto. Sua conclusão: a expectativa de vida dos abstêmios, aquelas que não põem uma gota de álcool na boca é menor até que as dos bêbados costumais. Já quem não priva de um copo de vinho no almoço ou de um copo de uísque no final da tarde vive por mais tempo. E, talvez se deva acrescentar, com maior prazer.
GÊNERO
 
Devido a um índice mais alto de gordura corporal, o volume de sangue na mulher é menor. Isso faz com que o álcool seja absorvido com mais rapidez e de forma mais concentrada. As doenças decorrentes do alcoolismo matam duas mulheres para cada homem.
 
ETNIA
 
Algumas populações, especialmente as asiáticas e indígenas, possuem pequenas quantidades da enzima álcool desidrogenase, responsável pela quebrara das moléculas de álcool. Por isso indivíduos dessas etnias podem ficar bêbados com quantidade relativamente pequena de álcool.
 
GENÉTICA
 
O hit´rico de abuso de álcool na família aumenta em quatro vezes o risco de uma pessoa se tornar dependente. Os cientista estimam que a predisposição genética para o alcolismo seja de 50% a 60%.
Distiguir benefícios e malefícios do álcool não são tarefa fácil. A linha que separa o consumo moderado do vício é tênue. Cada pessoa reage à bebida de uma maneira; o gênero, a genética, a idade, além de outras variáveis biológicas, interferem na forma como o álcool é metabolizado pelo organismo. Nas mulheres, os efeitos são potencializados. Por uma determinação genética, o organismo feminino secreta menos enzimas capazes de metabolizar o álcool do que o masculino. Isso faz com que ele seja absorvido com mais rapidez e de forma mais concentrada. Devido à menor quantidade de água na composição corporal, os mais velhos também são mais suscetíveis a bebida. A situação agravante quando há histórico de abuso de álcool na família. Os cientistas acreditam que o alcoolismo é de 50% a 60% determinado pela genética.
A conta dos benéficos do álcool é complexa. Mesmo um bebedor moderado pode por sua vida em risco se insistir em dirigir depois de duas doses de uísque.
O álcool é uma substância com peculiar relacionamento com a felicidade. A bebida é também um bom lubrificante social, deixa a pessoa mais desinibida e a vontade para aumentar o seu círculo de amizade.
Vários estudiosos estão convencidos de que a longevidade proporcionada pela bebida depende mais do estilo de vida do que dos efeitos benéficos do álcool nos órgãos internos.
Uma pesquisa recente entrevistou mais de 38.000 pessoas na Noruega sobre seus hábitos etílicos nas duas semanas anteriores. Sem surpresa. Foi constatada uma relação direta entre o abuso do álcool e a depressão. Menos possível foi à descoberta de que, ainda que a bebida possa levar a depressão, a falta dela não torna ninguém mais feliz. Na verdade ocorre exatamente o contrário. Os noruegueses descobriram que as pessoas que nunca beberam têm maior risco não apenas de sofrerem de depressão, mais também de distúrbios da ansiedade, se comparadas àquelas que consomem álcool com regularidade.
Talvez a explicação para isso seja simples: é bem mais fácil revelar sonhos e preocupações a um amigo depois de duas doses de uísque.
Malefícios do excesso álcool...
Os benefícios de beber com parcimônia...
fungos e a umidade. Em experiência com a molécula do resveratrol isolada, os efeitos benéficos vão ainda mais longe. Ele Inibe o                                                                                                             desenvolvimento de tumores, protege os neurônios, é um forte antioxidante, ajuda a                                                                                                  combater vírus e é um potente antiflamatório. Um estudo mostrou que o resveratrol                                                                                       aumentou a longevidade de leveduras, vermes e mucosas em 70% .
Encontrado principalmente na casca e nas sementes da uva, o resveratrol está presente em maior quantidade nos vinhos tintos e quase não aparece nos brancos e espumantes, feitos apenas com a polpa da fruta. De certa forma isso complica                                                                                       ainda mais o entendimento, visto que o principal agente benéfico do vinho não é,                                                                                                           no fim das contas, o álcool.
O efeito não é o mesmo para todos.
Créditos da imágem: fotosearch
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O grupo estudado reuniu 1824 homens e mulheres com idade inicial entre 55 e 65 anos. A taxa de mortalidade durante esses vinte anos de acompanhamento mostra, de forma difícil de contestar, que, de fato, quando excluímos fatores externos e consumido com parcimônia, o álcool é benéfico á saúde e aumenta a expectativa de vida. De cada grupo de 100 abstêmios, morreram 69. De cada grupo de beberrões, foram sessenta. Entre os bebedores moderados, o número de mortos foi expressivamente mais baixo: apenas 41. Um bebedor moderado, na definição dos pesquisadores, é quem consome de 14 a 42 gramas diários de bebidas alcoólicas. Essa é a quantidade encontrada em uma a quatro taças de vinho, uma ou duas latas e meia de cerveja ou uma ou duas doses de destilados.
Os efeitos do álcool no organismo são bem conhecidos no que diz respeito aos estragos causados pelo excesso. Mas ninguém sabe exatamente como o consumo moderado ajuda a prolongar a vida.
“ Sabemos apenas que o álcool na dose certa faz be, mas  não temos idéia de quais são os componentes que agem de forma benéfica no organismo”.
Robert Kloner, da universidade do Sul da Califórnia.
PÂNCREAS
Pesquisas sugerem que o álcool melhora a ação da insulina, substância responsável pela metabolização do açúcar.
CORAÇÃO
O álcool aumenta o nível de colesterol bom e previne a formação de placas de gordura, que podem obstruir as artérias.
FÌGADO
O esforço para metabolizar o álcool sobrecarrega o fígado. A decomposição dos ácidos graxos se torna mais vagarosa e propicia o acúmulo de gordura no órgão. Essa é uma das principais causas da inflamação do fígado, condição que desencadeia a cirro se.
ESTÔMAGO
O álcool irrita a mucosa, provocando o aumento da secreção de suco gástrico. Com o tempo forma-se feridas, que, inflamadas, causam gastrite.
Beba mais e viva por mais tempo.
“Em outros grupos estudados não fica claro se os participantes tinham suas expectativas de vida reduzida pela bebida. Havia indícios de que as causas de morte eram doenças crônicas, como diabetes e pressão alta, a questão psicológica, como divorcio e dificuldades financeiras. Ao excluirmos esses fatores para chegar a um resultado, conseguimos comprovar que o álcool interfere diretamente na longevidade.”
Rudolf Moos, da universidade de Stanford.
A pesquisa, que durante duas décadas acompanhou um grupo selecionado de americanos, não é excepcional apenas pela duração, mais longa que a de qualquer estudo anterior. Os resultados são reforçados pela metodologia adotada pelos seis pesquisadores da universidade do Texas e Stanford responsáveis pelo trabalho. Eles procuraram eliminar todas as variantes imagináveis que poderiam explicar os óbitos.
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CÉREBRO
Estudos com bebedouros abusivos mostram atrofia em várias áreas e redução no fluxo sanguíneo para o cérebro, o que contribui para a demência. A degeneração do cérebro provoca tremores perda de concentração motora e de memória. Os efeitos tóxicos do álcool podem afetar as funções cognitivas.
 
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Os especialistas sabem que o álcool tem a capacidade de proteger o coração de uma série de doenças. Ele é capaz de afinar o sangue e de romper placas de gordura já formadas, que podem obstruir a passagem pelas artérias.
O vinho é a única certeza. A estrela de seu bom desempenho no organismo é um antibiótico natural chamado resveratrol, produzido pela videira para proteger os cachos de uva contra
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